terça-feira, 30 de junho de 2009

Notícias impossíveis de não sabermos



Caso a bizarrice fosse religião, teria no defunto Michael Jackson não seu Papa, nem seu Guru, muito menos Mestre, mas sim seu Deus. O pedófilo Rei do Pop partiu desta para, quem sabe, uma melhor. Pronto, comoção mundial. É o tipo de notícia que somos bombardeados por todos os lados pela assim chamada 'grande mídia' quando damos uma olhada nas últimas notícias. É como se um disco voador pousasse na Casa Branca, e descesse um ET para tomar cafezinho com Hussein Obama, ou acabasse a cerveja Skol: não podemos ficar imunes a um acontecimento de tal magnitude.

Portanto, não posso dizer que nada sei da vida do magricelo. Até videogame com a figura já joguei. Sei que para afastar o rumor que era baitola homossexual, arranjou um casamento no mais alto estilo 'golpe de marketing', com ninguém menos que a filha de Elvis Presley. Dia desses (menitra, tem tanto tempo que não me recordo) zapeando a TV vi uma beldade cantando com uma voz rouca sensual, esperei o fim do clipe para ver os créditos. Quem era? Ela mesma, Lisa Marie, ex-esposa de Michael. Fui ver mais fotos – sim, o que é belo é para ser visto – e deparei-me com uma entrevista dela na Playboy americana. Leio ou não leio? Leio ou não leio? Li. Ela disse que gostava de sexo como em um filme pornô. Sou uma pessoa muito imaginativa, muito mesmooo, porém, não consigo imaginar de jeito nenhum aquela figura semitransparente, magérrimo, com voz de criança num ato sexual estilo hardcore. Não sendo o ativo.

Enfim. Ninguém tem nada a ver com a vida sexual de ninguém, a menos quando ela é praticada com crianças. E todos tem conhecimento dos escândalos envolvendo o pop star e pedofilia. Não consigo realmente admirar uma pessoa que diz abertamente numa entrevista que dorme com crianças. É muito sedutor falar mal publicamente de uma pessoa onde não encontramos motivo para admirar, e ainda mais quando ela admite publicamente o que ele admitiu. Não creio que ele tenha estuprado criancinhas – sempre pareceu frágil como uma mariposa daquelas pequeninas – e criaturas assim não estupram nada. Pedofilia também é ficar com crianças nuas em situações, digamos, delicadas. E pelo conjunto da obra, e pelos acordos extrajudiciais, a probabilidade disto ter acontecido é bastante possível, para mim.

Muitas coisas ligadas ao agora cadáver americano me irritam. Saber da vida dele quase obrigatoriamente é com certeza um dos motivos principais. Sei que foi um ilusionista famoso. O truque que mais me admira nele – não, não é o famoso passo moonwalker – foi ter nascido um belo negrinho, e ter morrido um albino de nariz de pica-pau. Falando sério, não sou psiquiatra nem psicólogo, mas fica patente seu desequilíbrio mental, e o fato das pessoas o idolatrarem é outro fator que me causa sentimentos negativos.

Mas quem sou eu para julgar, não é verdade? Logo menos a mídia vai arrumar outra figura enormemente popular para eu saber coisas mesmo sem querer. É muito interessante como há claramente uma tendência numa sociedade massificada de se adotar os gostos da maioria. É fascinante como o sucesso de tantos artistas, músicas, filmes, e outras formas de expressão artística, se dá não pela qualidade da obra, mas por conta de um grande público se identificar com a mediocridade do seu conteúdo. É uma pena que a idolatria e o culto à personalidade tenham tanto impacto no mundo, frequentemente extrapolando a importância de um artista para muito além de sua importância real. Entendo que um dos combustíveis deste processo seja a ignorância. A estreiteza de visão do mundo como palco de tantos acontecimentos tão maiores do que a morte de um artista, é outro. Uma maior envergadura intelectual claramente atua contra este processo, na medida em que dá suporte a um entendimento mais equilibrado dos acontecimentos de nossa pobre frágil existência.

Para ocasiões como este suposto grande acontecimento mundial, aquela frase cheia de irreverência e jovialidade cai como uma luva: "Oh! Vou ficar sem dormir por causa disto!"

segunda-feira, 15 de junho de 2009

Soluções mágicas



Certamente alguém já escreveu sobre esse fenômeno. E o fez, também certamente, melhor que eu. De qualquer forma, pouca gente se apercebe do fato e não me custa tentar expor minha visão em poucas linhas. De logo, registro que não apenas governos se utilizam dessa “tática” e, dentre eles, também não só o atual governo esquerdista brasileiro.

Pois bem. Há bastante tempo percebo que o governo apresenta soluções mágicas para problemas nacionais complexos. Tais soluções – até porque mágicas – somente encantam a opinião pública (ou parte dela). Só isso.

O método é o seguinte: há um dado problema, que é sério e evidentemente complexo, com diversas causas. Para encontrar-se a mencionada “solução mágica”, basta pinçar, dentre as várias causas, algum aspecto que possua natureza própria do que é politicamente correto. Em seguida, lança-se alguma medida que possua a tal ideia politicamente correta. O resultado é uma aparente sensação de que se está empenhado em atingir eficientemente o problema. Apenas isso. A consequência real é, sem exceção, nenhuma.

Vejamos alguns exemplos:

A quantidade de mortes por arma de fogo no Brasil é escândalo alarmante. Como num faroeste, bandidos degladiam-se nas periferias, bem como realizam excursões homicidas pelo asfalto, impondo a pena de morte por causa de um celular ou tênis. Nossos zelosos políticos, cientes da impossibilidade concreta de diminuírem cinquenta mil, isto mesmo, 50.000, homicídios anualmente, frutos de uma falêcia estatal incontornável a curto e mesmo médio prazo, apelaram a uma panacéia. A “solução mágica" foi instituir medidas para desarmar a população. Tal excrescência começou com a criminosa propaganda afirmando que a causa maior de tal número de mortos era o cidadão comum, ordeiro, pai de família, matando-se por motivos banais. Tal falácia é tão absurda quanto impossível. Observe-se também que em nenhum momento houve pretensão de possibilitar a instrução da população que porventura possuísse armas de fogo, nem tornar o controle mais efetivo. Também não se procurou esclarecer se efetivamente a população brasileira possuía mais armas do que a de países com baixos índices de assassinatos por armas de fogo (refiro-me à parcela da população que não se dedica profissionalmente à criminalidade). A “solução” foi simplesmente uma grande campanha por todo o país pelo “desarmamento”. O resultado todos conhecemos: grandes custos para o Erário e a permanência do crescimento dos índices de violência e de mortes por arma de fogo.

Outro exemplo foi a chamada “Lei Seca”. O Código de Trânsito Brasileiro já continha comandos que incriminavam a conduta de dirigir sob efeito de álcool. Já era ilícito tanto administrativo como penal. Já havia penas pecuniárias, restritivas de direito e até privativas de liberdade, embora pouca gente procure ler o texto normativo alterado pela tal da “Lei Seca”. Decerto, o problema era que o Brasil possuía um número também alarmante de mortes por acidentes de trânsito com que o consumo de álcool e outras drogas estava envolvido. O politicamente correto? Postar-se contra dirigir embriagado. A "solução mágica"? Alterar a lei, sob grande divulgação midiática, para tornar mais rigorosas as penas (em verdade, alteraram-se tão só as penas e o índice alcoolêmico). Se, no primeiro momento, houve algum avanço, isso se deveu não à alteração legal, mas ao inédito emprego de fiscalização nas vias públicas. O resultado, entretanto, todos também conhecemos: a fiscalização diminuiu, a corrupção aumentou entre os agentes de trânsito, o governo passou a impressão de que estava tentando combater o problema, mas os índices de mortes em acidentes com pessoas que ingeriram bebidas alcoólicas voltaram não apenas aos números anteriores, como até retomaram à vergonhosa escala crescente.

Para não citar exemplos somente atuais, do governo Lula, não custa lembrar um que se iniciou nos anos FHC, qual seja, o problema do déficit da Previdência. Na oportunidade, fez-se alarde quanto às contas da Previdência, que fechariam ano a ano sob resultados negativos. A “solução mágica”? Alterar a aposentadoria do servidor público. Há quem defenda – e confesso não haver até hoje checado a veracidade dessa alegação – que as contas da Previdência, se consideradas as contribuições tributárias, eram e são positivas. De qualquer maneira, outros fatos são evidentes e podem ser facilmente verificados. Cito apenas dois: o servidor público se aposentava com o salário integral, enquanto o trabalhador privado com o salário até um limite fixado. Ocorre que o servidor, até a reforma, contribuía com um percentual fixo dos vencimentos, sem teto. À guisa de exemplificação, e arredondando os números, se um servidor ganhasse 10.000 reais, contribuía com 1.100 reais, enquanto um trabalhador da iniciativa privada que ganhasse os mesmos 10.000 reais contribuía com somente 250 reais. Por outro lado, as mulheres recebem da Previdência suas aposentadorias por 12 anos a mais do que os homens, já que se aposentam em média com 5 anos a menos e vivem, também em média, 7 anos além de nós. Como não seria politicamente correto enfrentar a questão pelo viés da diferença legal que hoje beneficia as mulheres, a solução mágica teve de ser escolhida quanto ao servidor público, que carrega – há vários anos – a pecha de ser beneficiado em detrimento da população (não se esqueçam de que já houve até quem tenha chegado à Presidência da República utilizando-se do expediente de fustigar os servidores).

No caso do governo FHC, houve posteriormente outras alterações legais em busca de uma solução não apenas “mágica”, intentando-se adequar todo o sistema previdenciário. Inicialmente, entretanto, é fato que o governo empregou a mesma “tática” para buscar o apoio da opinião pública às suas pretensões.

Como mencionei no início, escrevi meus argumentos em breves linhas. Espero ter oportunidade para debatê-los e poder firmar melhor minha convicção sobre o tema.

***

Escrito exclusivamente para ser postado aqui, pelo padre Mark Harbour, e fiz algumas mínimas adaptações.

segunda-feira, 1 de junho de 2009

조선 민주주의 인민 공화국


O título deste post significa República Democrática Popular da Coréia, em coreano. Invariavelmente países de fachada, "para inglês ver", como diria minha avó querida, as ditaduras marxistas são na verdade monarquias disfarçadas, onde o poder real é hereditário.

Ao contrário dos regimes monárquicos modernos, que são democráticos, nem é preciso dizer que simplesmente a democracia numa ditadura é a vontade do ditador, por mais contraditório que isso pareça. Tal disparate só é possível graças a um mecanismo psicótico no qual o ditador sabe dos desejos do povo, sabe o que é melhor para eles, então, pra que voto?

Falando francamente, não tem nada nem de república, democracia e muito menos de popular naquela nação. E um país assim querer ter armas nucleares é um problema enorme. Não pelo fato de ter armas nucleares seja um problema em si, armas nucleares não explodem sozinhas, como qualquer outra arma. O problema é a índole de quem tem o acesso ao "gatilho" delas. Um governo que não respeita os direitos mais elementares, o de livre expressão, propriedade privada, ir e vir de sua gente, como é praxe nos governos socialistas/comunistas, é intrinsecamente mau. E um governo desses não deve ter nem estilingue, quanto mais bomba atômica.

Décadas de propaganda socialista/comunista tornaram as pessoas capazes de acrobacias mentais dignas do Cirque de Soleil para comparar de alguma forma um país democrático, com um país totalitário. E pior, comparar um ditador com um presidente eleito com mandato finito – algo bem diferente do Chávez e seu mandato de fachada, como não podia deixar de ser na mentira socialista/comunista.

Assim, vendo por segundo um suposto debate no Jô Soares, tive o desprazer de ver aquele considerado por muitos um grande intelectual brasileiro – como pudesse existir intelectual que não publica suas idéias – falando que não gostava dos EUA manipularem a questão das armas nucleares.

Ora, por instantes pensei que a discussão era do tipo infantil: ah, se Joãozinho tem eu também quero ter, ou se Mauricinho tem Huguinho também pode ter. Tendo a pensar que não, infelizmente, pois seria menos ridículo.

Creio que aquele grisalho senhor apesar de arrotar tanta leitura desconhece o fato dos EUA salvarem o mundo do totalitarismo inúmeras vezes, e mesmo ser o único país a pregar a democracia e seus valores abertamente, sendo este um dos motivos de ser tão odiado.

A raiva infantil contra os EUA é claramente influenciada por décadas de desinformação e propaganda maciça pró-socialista/comunista. Somente assim um energúmeno como Castro pode ser chamado de presidente por uma mídia que se diz honesta, e um presidente eleito por pior que seja como Bush é chamado de ditador.

Infelizmente a maioria das pessoas, incluindo as inteligentes, sente enorme desconforto em ter opinião contrária à maioria, mesmo quando sua inteligência aponte para algo totalmente diferente do que diz esta maioria. Vítimas da propaganda.

Parece que posso ver uma pessoa com ar de superioridade dizendo que é loucura esta idéia do socialismo/comunismo fazer propaganda de suas ideologias pelo mundo afora. Não sabem de nada. Que diriam de Marc Emery, ativista pela legalização da maconha que vendendo sementes pela internet ganhou milhões e enviou-os para vários agentes nos EUA e Europa para que sua campanha progrida mundo afora? Uma só pessoa pode financiar uma campanha mundial pró-maconha, mas os regimes socialistas/comunistas não podem ter mandado inúmeros recursos financeiros nem agentes para fomentarem suas idéias totalitárias.

Vamos ver se num futuro próximo, com a morte do ditador coreano, que como seu colega Fidel já viveu dias melhores, a loucura por lá regrida, pelo menos um pouco. Enquanto isso, tomara que ninguém comece uma guerra nuclear.

domingo, 24 de maio de 2009

Outro produto, mesmo público...


Creio que estou começando a compreender a origem de certas crenças políticas. Tem algo relacionado ao prazer. O prazer de pensar o mundo através daquela determinada ótica. É algo como o o vício do cigarro.

Hoje em dia, depois de anos de maciça doutrinação governamental, mesmo os mais ignorantes sabem dos maleficios do tabagismo. Sabe-se que fumar não é algo saudável. Porém, antigamente, as companhias de cigarro diziam que fumar não era nocivo, ao contrário, bebês, atletas e até médicos alardeavam benefícios deste hábito. Inacreditável!

Estamos falando de quantos anos? Quinhentos anos? Mil anos? Não. Sessenta, setenta anos atrás. A farsa não durou nem um século, e hoje em dia temos em todos os meios de comunicação em massa notícias do combate ao fumo em todas as nações.

O fumo causa efeitos negativos muito visívei. Dentes manchados. Tosse. Catarro preto. Falta de ar. Câncer de pulmão. Amputação de membros. Horror.

Incrivelmente, milhões de pessoas esclarecidas ainda fumam. A mentira foi banida, a imagem ficou. O cowboy que fumava Marlboro tomou o lugar do sorridente nenê mandando sua mãe acender um cigarro. O médico de dentes tão brancos deu lugar ao simpático dromedário da Camel.

Em muitos países, entretanto, a propaganda do fumo foi proibida, ou severamente restringida. Porém, a indústria do cigarro continua vendedo seu peixe, e consumidores jovens ainda associam o cigarro a ser descolado, adulto, moderno, e ter algo a mais pelo simples fato de aspirar o fumo dos canudinhos. Bizarro, não?

Como podem ver, algumas idéias permanecem nas mentes, apesar de fazerem mal, muito mal. Há um preço a se pagar pelo vício do fumo, e a propaganda do cigarro nunca mostrou este grave ponto. O glamour associado ainda supera o perigo, e, fuma-se, e muito. Infelizmente.

Com as idéias políticas, há um efeito parecido com o cigarro. Décadas de propagação maciça, sem a devida contrapartida, tornaram possível que todo tipo de bizarrice passasse por algo valioso. E uma em especial, não posso deixar de comparar ao cigarro, tanto pela natureza nociva quanto pelo grau de mentira.

Sim, o socialismo/comunismo. A idéia que há injustiça econômica, e o Estado bonzinho tem de balancear este problema. Seguindo esta idéia ao pé da letra, surge o totalitarismo. A propaganda diz que devemos aspirar fumaça, ao invés de ar puro.

Hitler então é como a Philip Morris, fabricante do Marlboro, e Stálin como R. J. Reynolds, da Camel. Inacreditavelmente, por obra de propaganda, hoje em dia temos a idéia que Hitler era totalmente diferente de Stálin, embora sejam tão diferentes quanto as indústrias do tabaco.

Como isso é possível? Propaganda. Propaganda. Propaganda. Maciça.

Centenas de milhões de pessoas mundo afora morreram de problemas diretamente associados ao fumo, ou tiveram problemas de saúde relacionados ao vício. Numa trágica ironia, talvez maior foi o número de pessoas mortas pelos regimes socialistas/comunistas, ou tiveram suas vidas tragicamente influenciadas por tais regimes.

Agora há uma diferença notária e gritante entre o tabaco e o socialismo/comunismo. Embora causem muito mais mal que todo o fumo do mundo, ao contrário deste, não tiveram a propaganda maciça contrária a este conjunto de crenças. Analogamente ao cigarro que ainda atinge os jovens, ainda associam o socialismo/comunismo a ser descolado, adulto, moderno, e ter algo a mais pelo simples fato de achar Che Guevara um cara até legal.

Fora que a sedução da idéia socialista é muito mais forte que a nicotina, para certas mentes. O mesmo sentimento de prazer ao sacar da carteira de cigarros e dar uma baforada, o viciado em socialismo tem ao ver Fidel discursar.

Como o cigarro, o socialista/comunista tem várias caras: tem o intelectual, o alternativo, o militante. Todos tão diferentes no rótulo e tão iguais na essência quanto uma carteira de Hollywood, uma de L&M e uma de Gudan Garan.

Vejo os ícones do socialismo mais, Fidel Castro, a URSS, Che Guevara, China, e muitos outros, ainda envoltos em glamour saudosista.

Não posso esgotar todas as mentiras dos propagadores deste sistema incomparavelmente mais mortífero que a indústria do cigarro. A complexidade desta ideologia, desta seita, desta masturbação mental e todas as causas e efeitos é um trabalho muito superior à minha força intelectual. Só observo o mundo caminhando para restrições crescentes à liberdade individual, à propriedade privada, à turrice e escárnio.

Porém, até para não cogitar seriamente o suicídio, tenho de ter pensamento positivo. Como o cigarro, este mal político um dia vai ser visto do modo como realmente é. Ao contrário do cigarro que teve como inimigo instituições de saúde a verem in loco os efeitos devastadores, o socialismo/comunismo é algo muito mais disfarçável através de propaganda, e seus males podem ser atribuídos ao seu remédio, o capitalismo.

Não? A crise mundial foi causada por regulamentações governamentais, como a Community Reinvestment Act, de 1977, que forçaram as instituições de crédito emprestarem a quem não provou que podia pagar. E a culpa foi da liberdade econômica.

O socialismo/comunismo é como um caleidoscópio, e nós precisamos treinar as mentes para identificar as cores que se formam, na intrincada formação. Só assim podemos ter uma chance de nos livrarmos de vez deste mal maior, que uma vez compreendido mesmo sem graned compexidade, faz do fumo tão inocente quanto cigarros de chocolate.

domingo, 17 de maio de 2009

Do TheHeritage.com

"O sistema fiscal americano é altamente progressivo. O 1% que tem a maior renda pagou 40% de todos impostos federais em 2006, enquanto os 50% que ganham de US$ 31.897 pra baixo, pagam 3% dos impostos. Além disso, 32% de todas declarações com dedução do imposto de renda, 43 milhões no total, preenchidos em 2006 foram de pessoas que não pagam nenhum centavo de impostos federais."



Veja o gráfico completo animado em flash aq
ui: link.

quarta-feira, 13 de maio de 2009

Da Globo News

Mediados pelo excelente William Waack e sua rigidez analítica alemã, o trio formado por Roberto Freire (PPS), e dois analistas políticos, Murillo de Aragão e Amaury de Souza, discutiam a tal reforma política.

Falavam de voto de lista fechada, voto distrital, financiamento público de campanha, enfim, os três pareceram bem cientes de que a política brasileira é muito mais um colossal buruçu* do que a prática da administração pública segundo o desejo do povo, a tal democracia, palavra que deve dividir com "coisa" o título de assumir identidades as mais variadas em nossa língua.

Enfim, eu mesmo embora sem saber de tanta teoria política, opino que como na administração, os processos só dão certo se planejados, organizados, dirigidos e controlados por quem – desculpem – se fuder caso o que era pra ser feito acabar errado ou malfeito.

Numa obra, o peão (colaborador, para os de coração mole) só trabalha bem se o mestre de obras for competente e trabalhar bem, ficar totalmente ciente do grupo que toma conta, não estiver subrecarregado, e isso só ocorre caso o engenheiro seja também competente e tenha feito um projeto bem feito, que só acontece caso o interessado direto seja uma pessoa articulada e souber o que quer. Caso aconteça alguma burrada no processo nos níveis superiores da cadeia de comando, o máximo que pode acontecer é uma porcaria bem feita.

Não é preciso ir estudar em Harvard para constatar que no Brasil o principal, o que é pra ser feito por peões, não está sendo feito, e simplesmente o sistema político atual não tem mostrado nenhuma aptidão para resolver este fato nefasto. Os buracos florescem, assim como o crime, as favelas, a feiúra e desordenação de nossas cidades.

Falta capacidade de organização no brasileiro? Entre em qualquer casa de uma família organizada, quartel militar, em uma loja bem sucedida de qualquer ramo, ou em uma igreja ou templo de qualquer religião ou seita que e observe se não está tudo limpo, em ordem, mesmo com recursos escassos.

Tanto o lar, como o quartel, a casa de comércio, e o templo funcionam por duas condições básicas e relegadas:

1. Há clara transmissão por parte do comando que a ordem precisa ser estabelecida, e é assegurado que os níveis operacionais estejam conscientes disso.

2. Caso alguém mostre falta de percepção deste estado pretendido, leva um esporro, um grito, uma tapa, um carão, é até preso, ou no mínimo posto de castigo ou censurado.

Penso agora no bairro onde moro, e pense no seu, se é que alguém lê isso. Quem vai levar um grito se tiver um buraco bem grande no meio da rua? Quem vai ficar furioso e causar um pandemônio caso existam crianças sujas e malandras, que sairam sabe-se lá de onde, a gritar e a pedir esmolas? Alguém vai sofrer alguma sansão séria caso aconteçam assaltos à luz do dia?

Pode formular quantas perguntas quiser. A maioria das respostas será um belo não. Ah, sim, podemos fazer blogs idiotas reclamando, podemos ir na TV, denunciar, podemos fazer isso e aquilo outro. Entretanto, quem tem a chave do cofre do nossos impostos, o grande condomínio que devemos pagar querendo ou não para viver, está preocupado somente em maquiavelicamente perpetuar-se no poder, e ponto final.

O voto distrital seria uma forma do brasileiro ver a cara do responsável pelo buraco, pela rua que não foi calçada, do responsável pela segurança, saneamento, enfim, é administrativamente impossível que as cidades mesmo pequenas tenham sucesso em sua administração por um prefeito só por cidade, caso ele não seja muito bem intencionado e tenha uma equipe igualmente bem intencionada.

Não precisamos de prefeito, muito menos partido: precisamos que os brasileiros administradores hábeis, estejam em posição de exigir, desempedidos de um sistema ineficiente, monolítico, quase soviético de governo.

Mesmo muito bem intencionados, é praticamente impossível para um prefeito e seu séquito atenderem a todos os problemas de uma cidade complexa, quiça uma metrópole. O emprego do dinheirinho nosso de cada dia, quando gastamos com sabedoria, vai para onde nós mais precisamos dele. Já o público, vai para onde muitas vezes não temos o menor interesse.

A única forma de democracia realmente real é aquela onde o poder esteja diretamente na mão do povo, e não há nada mais democrático do que reclamar do síndico diretamente um problema no seu prédio, nem quatro ou cinco síndicos marcarem uma reunião com o responsável pelo bairro que estão sofrendo assaltos, para que tudo seja muito mais simples e fácil de resolver.

Pode haver até um prefeito da cidade, e o sistema eleitoral ser o misto, mas, com efeito, este sistema tem que mudar, ou o crime atingirá níveis surrealistas, e todas as mazelas da má administração pública.

O modelo atual brasileiro encerra na figura de poucas pessoas o capacidade concreta de ação, e ficamos prisioneiros da boa vontade de pouquíssima gente, que, em geral, ao assumir a verdadeira boquinha, quer mais é fazer de tudo para ter contrapartida por uma campanha tão cara e complexa.

O TRE vem proibindo práticas caras de campanha, que favoreçam os partidos com gordas verbas, porém creio que o financiamento público de campanha, apesar de atrair a atenção do eleitorado para propostas, e não propaganda de massa pura e simples, é um pouco contraditório com relação à democracia, pois se apoio o candidato A ou B é lícito que financia sua campanha, do meu bolso. Financiamento por empresas pode ser tomado como uma caução: caso o candidato vença, esse dinheiro tem de ser devolvido pelo Estado de uma forma ou outra... Porém, uma empresa também deve correr atrás de seus ideais, e porque não, eleger ou apoiar candidatos afinados com sua interpretação do mundo?

Assim, penso que melhor que financiar por meios estatais ou privados seja uma análise do que é realmente uma campanha, pra que serve, e o que deve ser discutido. Com prefeitos que não tenham tanto orçamento, realmente os grandes grupos vão pensar duas vezes antes de apoiar seus candidatos com vultosas somas, pois depois podem não ter condições de serem beneficiados e terem os valores recebidos de volta através de licitações e privilégios. Assim, milhões de reais enterrados em "santinhos" e outras antigas práticas eleitoreiras, já proibidas, parece a mim ser uma luz no fim deste grande túnel chamado Brasil.

Proibição de práticas dispendiosas de campanha, voto que seja mais efetivo - distrital - e diminuição da centralização do poder, com certeza, são direções a serem seguidas para uma nação que precisa buscar uma ordem democrática no funcionamento estatal.

Pelo menos ao que parece, por esta discussão, estamos, se não caminhando para isto, pelo menos olhando para esta direção...




*Buruçu é uma confusão generalizada de gentes e desejos loucamente desordenados, e creio que seja a melhor palavra para descrever uma imensa confusão, em nossa língua, isto é, o que eu acho que é o português, ou foi, que com tantas reformas, está um verdadeiro buruçu na minha cabeça...

terça-feira, 28 de abril de 2009